Por Gabriela Quartiero* Parece que é óbvio pensar que a nossa estrutura social adoece, porque isso é jogado na nossa cara diariamente, mas, ao mesmo tempo, nas campanhas de prevenção ao suicídio, como “Setembro Amarelo” o que mais é trazido é “a depressão não ter cara e classe social”. É a partir disso que quero começar a reflexão. Sim, depressão não tem cara e nem classe social. Porém precisamos analisar o contexto social em que estamos inseridas/os. Vivemos em uma sociedade capitalista que é estruturalmente patriarcal, machista, sexista, xenófoba, LGBTIfóbica, racista, entre tantos outros preconceitos que existem. Uma sociedade que cultiva o ódio. E, atualmente, a realidade política no Brasil está criando situações e promovendo um cenário que força as pessoas a terem que resistir para poder sobreviver; são nesses casos que ouvimos uma frase muito clássica e difundida: “Não podemos parar pra pensar nisso, tenho só que fazer”. É essa realidade que adoe...